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Road House (2024) - Um típico filme de ação

Atualizado: 6 de mai. de 2024


Poster Road House

Doug Liman tinha já algum currículo em realizar filmes a que estávamos habituados a ver nos canais generalistas ao fim de semana - aquele típico filme de ação onde o protagonista masculino tem de fazer frente a um vilão, com um romance pelo meio e algumas cenas de pancada para apimentar a coisa - e esta nova versão do Road House (inspirada na versão original de 1989, protagonizada com o Patrick Swayze) entrega toda essa ideia.


Elwood Dalton (interpretado por Jake Gyllenhaal) é um antigo lutador de MMA que aceita o emprego de segurança num bar de praia. No entanto, a sua tarefa mostra-se mais complicada quando percebe que existe um esquema que complica a pacatez do seu trabalho.


Dalton (Jake Gyllenhaal) e Knox (Conor McGregor)

Em Portugal a grande publicidade foi feita através da participação de Daniela Melchior, que foi para Hollywood e parece estar para ficar, ganhando cada vez mais um nome na indústria e mostrando-se capaz do destaque. Apesar de ter nomes como Jake Gyllenhaal, Conor McGregor, e até mesmo Joaquim de Almeida, a atriz conseguiu um papel importante, embora com menos destaque do que merecesse.


Daniela Melchior em Road House

Aqui surge já uma primeira crítica, e não é tanto a Road House, mas sim ao género de filme. O elemento feminino do romance aparece sempre de uma forma menos inspirada, como se caísse de paraquedas naquele mundo e servisse apenas para se mostrar uma mulher indefesa, apenas necessária para criar um clima romântico e uma necessidade do protagonista se envolver mais afincadamente no conflito, como forma de a salvar.


Joaquim de Almeida e Billy Magnussen em Road House

Felizmente Liman pareceu saber o que tinha em mãos e percebeu que não podia olhar para esta nova versão como uma cópia da original, alterando vários pontos e mudando até a forma como o espetador veria o filme.


Não é que não se tenha levado a sério, no entanto sabia que era necessário “brincar” com certos planos e diálogos para que tudo fosse mais fluido e menos cliché no género. E a verdade é que esse pensamento torna Road House num filme bastante entretido e menos saturante.


Brandt e Dalton no Road House

Somos logo no início expostos a rápidos movimentos de câmara e planos POV, tornando as várias cenas de combate interessantes e fazendo-nos acompanhar os diferentes movimentos das lutas (lembrou-me rapidamente os filmes do Kingsman), mas sem nunca demorarem demasiado tempo, evitando assim sentimento de cansaço e repetição.


Voltando a questões menos positivas, frisar a estranha representação de vilão. Se de um lado tínhamos Ben Brandt (interpretado por Billy Magnussen) como o cabecilha, mas sem nunca se mostrar realmente uma ameaça para o protagonista, do outro estava Knox (interpretado por McGregor) altamente cartoonizado, desde os diálogos até aos movimentos, tornando-se impossível de o levar a sério e conseguir ver o lutador de MMA como uma boa escolha para o papel.


Knox (Conor McGregor) no confronto final

Ainda a nível de personagens, ainda estou para perceber qual é que era a tentativa de dar importância a Frankie (interpretada por Jessica Williams), pois é ela quem gere o bar, é ela que acaba por ter o grande conflito à porta, mas aparece sempre afastada de toda a ação, com poucos diálogos ou momentos de maior destaque.


Se na hora de procurarmos um filme de ação que tenha pancada, romance (pouco e até por isso positivo) e não exigir que tenhamos de procurar grandes explicações então Road House é uma boa escolha. E não escrevo isto como algo negativo, bem pelo contrário, pois conseguiu-me oferecer duas horas de entretenimento sem que nunca me tenha sentido afastado do que estava a ver.


⭐⭐


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